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e.v

Não consigo deixar de me mostrar diferente. Foi realmente um baque. E o que isso significa pra mim? Como posso definir o que estou sentindo? E por quê raios isso me afetou? Nunca mais nos falamos ou mantemos outro tipo qualquer de contato. (...)
Sei que não gostaria de te ver passar por isso. Quaro te ver sorrindo mesmo que seja nos braços de outro. Você é uma das poucas pessoas que posso dizer, sem titubear, que merece ser feliz. Tanto que me destrui, para isso - não que houvesse necessidade, essa nunca existira. Tudo maluquice da minha mente. Há uma foto minha no dicionário, ao lado da palavra PERDEDORISMO

Maldição!

E ela veio. Desesperadamente, sem dar qualquer aviso prévio, pegando-me de surpresa. Uma saudade imensa e sem sentido. Eu já havia superado-a, de onde terá surgido? Acho que não posso mais ouvir aquela música. Ela é demais você. Todos os versos, o refrão, escritos de mim para ti, como me dissesse. Que brilhante forma de amor. Um sentimento agoniante.
Como poderia pensar em te pedir perdão? O que estive fazendo durante esse tempo, sem entrar em contato contigo, sem lhe escrever, dedicar sonhos e lágrimas? Falhei no exame e ao invés de retomar os estudos, me preparar decentemente, evoluir após todo o cansaço, tive um recesso por demais longo. O tipo de férias irritante em que nada de valor é agregado e todo o tempo considerado perdido. O tipo desnecessário que me faz querer voltar atrás e o reescrever de forma diferente. Mas isso não é possível, lógico. Trabalhemos com o real! Tudo o que posso fazer é mudar a partir de agora. Tempo me foi dado. E tudo sempre dependeu apenas de mim.
Ai, como é difícil! Que esforço descomunal! Quantas vontades e poucas realizações. Quantas alegrias falsas. Em que página estarei? Como seria muito mais fácil desaparecer. Estou com tanto medo.
Sempre soube o quão maravilhosa você era. Não me faltou lhe dar valor, você sabe. O problema era comigo. Sempre foi. Por que fugi mim? O quão perigoso ou interessante sou? Tire o jogo do pause, as peças ainda estão no tabuleiro, o stand by persiste.
O que estou tentando provar, e para quem? Faça o que tiver de ser feito, no regards.

Vergonha

Incrível como eu não resisto à tentação de te clicar. Mas também bastam alguns segundos para que eu corra, fuja para o mais longe possível. A vontade existe, de te ler novamente, te ver e tentar sentir o que antes era tão natural e gostoso. Mas e quanto a esse medo terrível que me faz estremecer e não ter certeza do que pensar?
Verstehe nicht mich.
Misha

ainda lá?

Quanto tempo já passou... o que terá restado, se não apenas destroços do que um dia foi a mais linda das construções? O violino toca a doce cantiga que antes acalmava ambos... Os traços mais rígidos envelhecem a cada segundo, a memória tenta, tenta... Esforça-se para exaurir tudo o que pode trazer dor. Pobre coitado, não sabe que é exatamente isso que a faz piorar.
A esperança, por onde andará? Sempre acompanhava-nos quando suponhamos estarmos sozinhos. Mas sozinho nunca. Existem duas palavras que sempre nos acompanharam durante todo esse tempo... São elas a solidão e a esperança. (...) de que tudo um dia acabe, de que tudo um dia talvez volte a ser como era. De que nada disso seja realmente verdade. De que o sonho acabe e possamos voltar a estar juntos. Por mais que as noites sejam escuras, ainda sinto seu calor em meu pranto. Essas lágrimas tem o sabor salgado dos últimos beijos que me deste.
sempre senti a existência de uma entidade superior na minha vida, mas, apesar disso, sempre me senti só. embora meu Deus me proteja e me conforte, sinto que tenha vivido tempo demais sem alguém igual a mim, mortal e falho, imperfeito e idealista. foi um tempo demasiadamente sufocante, meio que de cegueira - ou de vendas, mesmo, já que não se podia olhar para ninguém com real confiança. todos se defendendo de todos e você aberto a elas... isso nunca acabava bem. contudo, quando você se rebela contra os ataques que recebe, passa, sim, a se sentir sozinho consigo mesmo. você é legal, você te faz bem, mesmo que, às vezes, pregue-lhe umas peças com as contradições inatas em sua alma. Uma hora, você não se basta. você fica grande demais para você mesmo. sua presença é querida no final de semana, mas tudo é tão você, tudo é tão previsível, tudo é tão branco, colorido de tatuagem, e verde ou azul de olhar. uma hora, cansa. mesmo. e Deus sempre sorrindo, mesmo com o seu choro, dizendo para não desistir. não desistir de quê, ó rais? até que um dia, você vê que a necessidade de não desistir implica em
não desistir de si mesmo, que um dia essa sua grandiosidade terá valia. até que um dia você encontra um espelho, um humano, falho e ideal como você... e daí você entende pra que servem todas as divagações e o universo de sentimentos que você cultivava nas noites de quarta e de sábado. sentimento cultivado, que era enorme para você, passa a ser o alimento daquele que te é igual. vivi muito tempo sozinha. sou grande demais pra mim mesma e meus ecos me incomodam. não quero mais isso.

***

alegre foi o dia em que deus permitiu que o fardo fosse repartido. Não mais teriam que sofrer sozinhos. Eles agora podiam contar um com o outro parar dividir todos os sentimentos. ruins, bons. Ah, principalmente os bons. O sorriso perduraria agora muito mais, ao verem no espelho o outro. Não mais somente sua própria imagem. A incerteza que antes assolava seu coração, o medo que mantinha suas várias inseguranças à tona agora parecia cada vez mais distante. Sabia que juntos, só podiam melhorar. Uma quedinha ou outra volta e meia claro, havia de acontecer, mas estavam juntos para melhorar. E como o faziam bem, assim; juntos. Os corpos entrelaçados, banhados de suor e gozo. As carícias e contorções involuntárias eram sempre muito bem vindas. Ele via nela tudo o que de bom e de certo podia existir em alguém. Talvez sua adoração o tornasse cego, eventualmente. Mas isso não o impedia de ser feliz. Crescia cada vez mais e sabia disso. Ela, por sua vez, não estava tão contente assim com sua submissão por vezes exagerada, queria que ele também se expressasse e mostrasse que existia alguém ali. Não só uma marionete moldável. Era necessário que ele voltasse seus olhos para si e descobrisse o quão belo também era. Ousadamente a culpava de sua cegueira. "Mas ela é tão linda, como posso ter olhos para outra pessoa, diante dela? Mesmo que esssa outra pessoa seja eu?" Já não podia mais se controlar. Havia facilmente sido domado e não pretendia escapar. Suas forças eram voltadas a satisfazê-la. Viu que o plano não funcionara. Conversaram, conversaram, conversaram, discutiram, brigaram, beijaram, amaram-se. Deveras. Tudo tão gostoso, mesmo quando ela estava sendo rígida, séria e até mesmo "malvada" com ele, não parava de a admirar. "Como é linda", pensava. Seu sorriso o fez abrir os olhos, não só para aprecia-la ainda mais, mas para ver, de verdade, como SÂO LINDOS, OS DOIS. Somados, peças chave em suas vidas. Que agora iriam se juntar DE UMA VEZ POR TODAS!!!! A princesa beijou o sapo? Ou terá dado-lhe um óculos para que pudesse enxergar? Ver finalmente o príncipe que estava escondido por debaixo da viscosa máscara de sapo boi. Quão feliz ficou ele, ao perceber que tudo o que ela dissera agora fazia também sentido para ele. amavam-se. deveras. como poderia ser diferente. guiga e grazy, eles... simplesmente... se merecem.



e ele acarinha o cabelo suado dela após o gozo.
ELA SORRI AGRADECENDo PELO ETERNO INSTANTE que ele vivia

Asserção

your love keeps lifting me
your love keeps lifting me
your love keeps lifting me
your love keeps lifting me

lifting me higher
lifting me higher
lifting me higher
lifting me higher

Adeus, Oliver

Não, não é a mesma rotina que está voltando, algo está diferente. Perceptível demais! Os dias continuam nublados e o sono ainda é interrompido brutalmente com o bater de janelas ao vento, todavia, em sua cama, um aroma diferente. O suave almíscar do perfume dela agora residia ali. O susto do despertar logo fora esquecido e substituído pela sensação maravilhosa das lembranças sem cachê da noite passada. Percebe que seus braços agora abraçavam o travesseiro da mesma forma à qual mantinha, de forma confortável e segura, sua amada protegida. Nem mesmo o mais fofo de seus travesseiros encaixava-se tão perfeitamente quanto ela própria, tamanho amor que ali existia. Não pretendia levantar-se, sentia sua falta, mas sabia que de nada adiantaria ali ficar parado. Era hora de fazer o tempo passar.

Não ficou surpreso ao perceber que continuavam com as mesmas expressões de sempre. Não havia vida naquele lugar, tampouco amor naqueles corações. Tudo tão cinza... Não o suficiente para tirar o sorriso bobo de menino apaixonado que se plantou na sua cara desde que sentira o perfume, logicamente. Du Riechst so gut, concluiu.

Estou tão feliz! Culpo-me por ter fugido de tamanha felicidade por tanto tempo. Tantas pendengas bobas, mas que no momento pareciam fazer sentido, dadas as circustancias. E por conhecer sua história, apaixonou-se ainda mais. Nada como declarações verdadeiras para dar um up na relação.

E no meu início aquela inocência ingênua admirava já ao extremo toda aquela propagação raivosa de idéias que o afogavam de novas considerações e possibilidades. Num momento nada feliz para nosso pequeno (mas rígido) aventureiro, ser encontrado por outra revoltada que, por sua vez, tinha sim a habilidade de expor seus sentimentos, enquanto ele apenas lamentava e sofria sozinho, possibilitou facilmente uma fuga do abismo. A fixação inicial era mesmo o intelecto, mas o que existiria por trás daquelas máscaras em que se escondiam? De que ele tinha medo e por que fugia tanto?

Maldito o momento em que se encontraram. Eram sem sombra de dúvida feitos um para o outro. Sorrisos alegres e abraços confortantes. A conversa fluía de uma maneira toda especial e sentiam-se à vontade para usufruir completamente de uma sinceridade impressionante (quem sabe até excessiva) com seus gostos e opiniões. Mas o momento... Maldito seja este, ao desfavorecer DUAS vezes o relacionamento desses dois. Sorte nossa que persistiram. Omitirei certas passagens por ora apenas para não quebrar o clima, mas eis que enfim, encontram-se! E quão extasiados ficaram ao perceber que eram o someone like you do outro! Foi uma sucessão de afagos, carinhos e gracejos sem precedentes! Haviam finalmente libertado-se para amar.


la magia de tus labios

Cada que pienso en ti se enciende mi corazon. Siento que... Tu me cortas la respiracion cada vez que te acercas solo un poco a mi. Tienes todo lo que tiene una mujer, eres tu la que me haces vivir, que no te puedo separar de mi, que no te puedo olvidar no ser. Yo necesito que estes junto a mi, eres tu lo mejor de mi ser. Que no te puedo separar. Tu eres la princesa la quiero y tu a mi tambien, vamos a mirarnos a los ojos, besarme la boca rosando piel con piel. Y por las noches puedo sentir su calor; Su dulce magia, me hace perder la razón.










navigue longuement par-delà la brume

Cada segundo do seu abraço

Arrepio-me todo só em lembrar. Parecia plenamente convicto de que seria algo bom, como de fato maravilhosamente foi, no entanto, por que toda aquela ansiedade? Sem nem ter preparado sequer uma saudação introdutória, meteu o carão e foi. Quisera ter tido tempo de comprar-lhe flores, mas o trânsito do horário facilmente o fizera desistir (não pretendia se atrasar ainda mais). Ao chegar ao local, todos o olhavam com curiosidade. Era certamente alguém que não pertencia aquele lugar – não que não pudesse ter feito parte, se assim previamente instigado fosse o desejo – mas por assim não sê-lo, parecia deslocado.

Tudo estava tranqüilo enquanto não sabia o que aconteceria a seguir. Até que enfim seu celular vibrou. “Já estou descendo” Pânico. Havia três escadas no saguão, cada uma inclinada para uma diferente direção. E agora? De onde ela aparecerá? Devo aguardá-la de frente? De costas? Se de lado, qual perfil devo deixar à mostra? Quanta angústia! Começara a suar. O desespero é tanto que se vê forçado a deixar o recinto por alguns instantes.

Calma, respire... Vai dar tudo certo. Isso, agora volte lá pra dentro. Muito bem. Respire fundo, ela já está ali. Olhe que sorriso lindo! Esse sorriso é só pra você, sabia?

...

Tudo tão mais simples... Não me solta.

Novamente, o desespero

Que sensação é essa? Que horrível!

É tão ruim... Me encontro em suas palavras, mas não de uma forma positiva... Suas palavras anteriores de conforto serviram para me erguer naquele determinado momento, no entanto...
VOLTOU TUDO! Quão paranóico me encontro? Por quê toda essa inseguraça? Você já falou o que acontece, por quê me vejo tão inferior assim? Patético... Não posso me fazer mal assim, não é justo... Toda essa liberdade, exposta contra mim na forma em que mais a admiro... Certo, você vai dizer que não é para mim, mas então... POR QUE ali me vejo? Ali me encontro. Querendo ou não...

Não quero! Não consigo suportar! Que dor horrível!! Que motivos a levam a fazer isso comigo? Não pode... Não pode. Disse-me que não haviamos de fazer joguinhos uns com o outro. E assim deve ser! Não é nada, não é para mim. São apenas palavras, jogadas ao vento... Infeliz aquele que as recolher... que se identificar... MALDITA CARAPUÇA!

Tela embaçada... o pranto finalmente me alcançou. Não paro de ouvir aos zubis por ti indicados.







tempo ao tempo












breeeathe

excellentia vitae

Foge comigo, me usa de escudo. Faz de mim teu querido protetor! Usa e abusa de mim quando lhe convier. Por favor, conceda-me o prazer imenso de te fazer sorrir sempre que estivermos juntos, mesmo que só em pensamento. Deixa-me viver ao teu lado enquanto ambos corações baterem aceleradamente um pelo outro.

Mergulho em tuas palavras, tão cheias de conteúdo implícito com meu nome escancarado, encontro-me em cada vírgula sua. Se não, at least aquela vontade de ser isso ou aquilo escrito. Palavras de quem conseguiu me ler. Conseguiu me ver, perceber, compreender, aturar e até mesmo contemplar. Você.

Falha no encontro

Sentado no sofá do shopping- Mal começo a escrever e sou perturbado. Aquela garota é muito estranha, pretendia chutar-me as canelas somente por diversão! Senso de humor estranho, esse. Principalmente vindo dela, insiste em me tocar com os dedos, sempre que possível. Não tem mais de um metro e meio de altura. A pronúncia das maçãs de seu rosto a fazem praticamente uma nipônica. Curiosamente mantendo uma distância agradável, não passa muito para que ela me deixe. Assunto entre nós nunca existiu. É uma pervertida sem noção. Posso finalmente começar.

Incrível a força do universo contra duas pessoas. Sempre falhei por motivos nem um pouco válidos, mas que encaixavam fortemente no quesito autossabotagem. Portanto, o arrependimento sempre ficava pra mais tarde. Também me espanta muito a seguinte afirmação, que tanto adoro, mas que me custa a funcionar: “Antes evitar o conforto do agora do que ter de aturar o mal-estar posteriormente”. Para simplificar, prefiro não comer doces, por mais deliciosos que eles sejam (obtendo assim, o bem-estar momentâneo), do que sofrer com a dor de barriga logo em seguida (o que me causaria, naturalmente, prolongado desconforto). Perdi dois de nossos encontros consecutivos, logo depois da nossa última conversa. Imaginei que hoje pudesse, depois de tanto, pegar meu livro de volta. Aquele mesmo que ficara contigo meses atrás. Veja só, já não me recordo seu título... Acredito que seja Tolstói. Não importava quantos outros grandes autores eu lhe oferecesse, acabava por escolher Tolstói, talvez mesmo sem perceber quem eram os outros. Mas não. Cheguei lá e você não estava. Você não estava lá para mim.
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