Externalizando Frustrações

Eu me tornei uma pessoa ruim. Desde que te conheci me tornei uma pessoa pior!
Me sinto mais inseguro, mais medroso, mais reckless. Sei que já não sou mais o mesmo, que minha identidade se perdeu, que tenho me afastado mais do que costume com meus amigos. Que aliás você nem considera meus amigos, não é mesmo? Diz que se fossem meus amigos de verdade veles viriam até mim e eu os veria com mais frequência. É você dizendo como eu me sinto, o que eu penso, o que eu quero dizer. Sempre da forma mais pessimista e infeliz imaginável. Sei que já não sou um entusiasta há muito. Mas não quer dizer que tudo tenha que ser da pior maneira possível...

Passei por momentos terríveis, sentimentos que não desejo à ninguém. Justamente como haviam me dito que seria e é realmente muito desesperador; perder a confiança de um jeito que sinto-me observado toda vez que volto pra casa. As pessoas tentando achar algo de diferente, estranho que possa me delatar. Passos trôpegos, pupilas dilatadas, frases balbuciadas ou qualquer outro comportamento incomum...Pernas doendo, joelhos latejantes, mesmo deitado a única vontade é que a dor pare. Que o choro pare... Será que consigo trocar essas fraldas? Oras, mas é claro que consigo, isso é fichinha. Não importa se o cocô está vibrando verde neon e não sinto as pontas dos dedos. Simplesmente é algo que eu preciso fazer e então eu o farei. Com primazia e efetividade. A man's gotta do what a man's gotta do.

Você me enganou. Não sei porque quis me amarrar e fingiu ser quem não era. Não pertencia ao meu tempo mas nele ficou e estagnou. E lacrou. E já que é pra tombar, tombou. Me perdi loucamente de amores.... por uma ilusão? O que daquilo era verdade? Falava sempre apenas com suas alturas? I feel down. Hopeless. Só esperando o tempo passar, o tempo me libertar. O dinheiro me consumir e na melancolia afundar.

O mundo lá fora

Tão cheio de risos, vida...
Você.
Como poderia preferir a ardencia nos olhos,
o mau jeito na coluna;
a espera.
É lá, é lá.

Lá que você está, onde contigo nasci pra ficar. Te amo!

Papai

Papai...
Que dorzinha é essa que estou sentindo? E por que estou assim, tristinha? A mamãe também está assim
Você um dia me prometeu que iria cuidar de nós, porque éramos suas gatinhas! Por quê nos deixou assim, papai?
Agora vamos ter que viver assim, longe um do outro. Saiba que assim como a mamãe, eu também queria você pertinho de mim!
Eu te pedi pra teres mais paciência com a mamãe, porque as loucuras dela iriam piorar e que não seria nada fácil de lidar. Acreditei tanto em você papai!
Eu pedi pra você ser forte, pois quando eu nascer, se você me permitir, te recompensarei por tudo isso!

Agora eu estou começando a me exibir, papai! Chutando a barriguinha da mamãe, você não vai estar junto para me ver, falar comigo. Agora eu já escuto a sua voz!
Quando nos conhecermos, vamos ter uma conversa, papai?
Que você fique bem, onde quer que esteja, porque eu vou fazer de tudo para a mamãe ficar bem também!
Não se esqueça, EU TE AMO!
E sempre que der, lembre-se de mim também, hehe
Logo estarei em seus braços...

Nada dá certo e eu só quero morrer.

Estou infeliz. Mancadas todoaonde e não é de propósito, óbvio que não. Falta noção? O que me falta? tento fazer as coisas certas, mas tá tão foda... Que sensação ruim é essa. Sem domínio algum sobre nada. Perdi minhas forças e não sei o que fazer na sequencia. Ir com a maré me é penoso em demasia, também não quero. Mas nadar contra a correnteza seria ainda pior. Flashback? Repuxo do caralho. Que faço eu? Te espero? Mas demora muito... Quero logo esse abraço prometido.

Tchaub

Eu tenho tanto o que aprender, eu tenho tanto para amar, tenho tanto para doar, tenho tanto que aproveitar. Como evitar o sofrimento, quanto eu me entrego de corpo e alma, sem receio algum? É como saltar de um penhasco sem a certeza de ter afivelado corretamente o parachute. Você simplesmente se entrega a uma sensação única e sensacional! Mas e quanto ao pouso? Pode ser que esteja tudo certo e terminado o mergulho, esteja pronto pra saltar novamente, quantas vezes forem necessárias. Mas posso muito bem me estatelar no chão e dar de cara com a realidade. E que realidade seria essa? A de que 'só sei que nada sei'? Pois de todas as coisas que faço errado e sou criticado, 80% das vezes eu estava pensando fazer algo certo e nos outros 20 eu nem sabia o que estava fazendo... Não estava prestando atenção. Será que é isso que me falta? Dedicação? Atenção? Mas eu sou todo amores... Pelo visto não. Quero tanto me dar bem contigo. Quero tanto poder acordar todos os dias na cama, ao teu lado e ver teu rosto se virando pra longe... Brincar de puxa-puxa de coberta durante a madrugada, buscar mais água na geladeira, levantar pra escovar os dentes e voltar a dormir... Quero tanto você em meus braços... Te acolher e proteger; confortar. Mas eu não consigo... Meu jeito desleixado e libertador de ser te deixa tão insegura. Aos teus olhos sou capaz de tudo. Inclusive te enganar e mentir em cada gesto e frase. Talvez eu te superproteja por causa disso. Tento forçar algo que, se não acontece naturalmente, não irá acontecer. Te trato com a maior transparência possível, fazendo inclusive o que você jamais faria, pois afinal de contas, temos nossas vidas separadas; precisamos delas. Não é pra criar dependência. É pra agregar uma parceria e cumplicidade. Poder contar com o outro, mas também saber ouvir. Dialogar antes de tirar conclusões preciptadas; amar mais, julgar menos. E eu que sou tão teu... todo teu. Tão só.

Treze Nove Avos

         —Ouvi dizer que será muito legal! Pra falar a verdade, há algumas semanas eu fui lá, mas era algo mais reservado. Só estacionava carro Top Line! Tratava-se de um flat com uma vasta adega e água tônica aos montes! Ficamos pouco tempo, é verdade, mas foi inesquecível! Sinto que dessa vez será ainda melhor!
Oliver tentava persuadir seus amigos para irem nessa festa que prometia ser "do caralho", embora ele mesmo não tivesse tanta certeza assim do que ocorreria, na verdade.  Tá, então vamos, né! Respondeu-lhe Bruna, sem muita convicção, mas animada com a possibilidade de continuar no embalo. Acompanhada de seu marido e o irmão dele, embarcaram os quatro em uma belíssima voiture française e partiram em direção ao evento!
TXR? mas isso não é nome de motocicleta? indagavam todos, com exceção de Oliver, que supostamente sabia de alguma coisa. Ah, todo mundo estava falando, lá dentro. Parece que tinha até evento no Face. E tinha mesmo. 'Amazin Day!' uma festa diurna que daria sequencia ao evento n'O Jardim, na noite passada. Mas o que Oliver estava prestes a vivenciar, ele não esperava nem em 100 vidas.
         Chegaram ao local passava pouco das 8 da manhã. Foram umas boas 10 verstas para atravessar a cidade, mas o trânsito era tranquilo, nessa hora do dia. Alguns carros aguardavam do lado de fora, o que era estranho, pois havia estacionamento interno. Os semblantes dos já presentes também não era o dos melhores. A dúvida pairava.  Vamos descer e dar uma averiguada, concordaram.
         —Bom, eu reconheço aquele cara ali e esse outro também. Mas não sei por que ainda não entraram... Os nervos do pessoal variavam entre a euforia e o desespero, a ansiedade e o ódio(!). Parece que o evento só teria seu início a partir das 11 horas. Faltava ainda mais de duas horas para que pudessem entrar e descobrir o intuito do evento - que por hora era apenas de alta irritabilidade para os mais apressados. Muitos foram embora pra casa, alguns mataram tempo na lanchonete da esquina (coitado do dono, certamente não estava aguardando clientes naquela direção - pra frente), e um grande pessoal ficou por ali mesmo, próximo da entrada. Música nos carros havia pouca. Parecia ser um ambiente residencial, embora a TRX fosse uma casa de eventos, portanto, comportaram-se o tanto quanto era possível para não atrair a atenção das forças legais. E aí, Oliver, vamos ficar aqui? Tá podre! fazia sentido. "Mas nãão! Fiquemos! Sei que vai dar boa! Não podem esperar um pouco mais? A resposta era não. E tão logo lhes assegurou que daria um jeito de chegar são e salvo em casa - não importando o horário, partiram! E aí a coisa muda de figura.
         Beleza, e agora? Não encontro o Doug, antes das 11 não vai ter jeito mesmo de entrar. Se bem que eu ainda tenho essa meia garrafa de vodka aqui... Argh! Puritana a bixa é braba! Não rola. Então vamos recapitular: lá está o Cris e aquele cara louco... o "lutador" também está por ali, patricinhas cheias de merda e as emos que quebram tudo... Opa, o maluco do alargador tá ali. E aí cara, tudo certo? 'Tão, só às 11h a parada aí. Não quer descer lá e buscar uns energéticos pra nós, para que possamos terminar isso aqui? Puro assim não dá. Até já! Cara engraçado. Ele é daqueles fortinhos assim que não são muito altos; boas companhias. No carro com ele, mais três gurias, salvo engano. Não reconheceria nenhuma delas, se aparecessem na minha frente novamente. Paga preço. Mas ei, que carro é aquele(!), apareceu agora. Saveiro vermelha, certeza que tem som. Um cara e duas minas, como couberam? "Ai amiga, tô com muito frio!", dizia uma delas, abraçando-se na tentativa falha de se esquentar. Vestia um cropped cor bege, rosa claro, cor-de-pele (essas que homens não sabem diferenciar, sabem?) e uma saia longa preta com corte lateral, deixando exposta uma de suas belas pernas;, firme e modelada. Os óculos delatavam sua altitude, assim como seus curtos, porém frenéticos movimentos - alguns diriam até mesmo espasmos - em resposta à música que tocava com grave digno, na Saveiro. Pensei com meu zíper, "Essa jaqueta não me serviu de bosta nenhuma, durante a noite, finalmente terá uso". Aproximei-me das duas sem dizer nenhuma palavra, tirei a jaqueta e gentilmente a coloquei nos ombros da bela morena de cabelos longos e escuros. A reação fora positiva e eu voltei a me afastar, voltando pra perto da garrafa. Pena mesmo que a garrafa andou sozinha e consegui acertá-la, tão levemente que parecia que caia em câmera lenta. Mas não foi. Caiu e quebrou, derramando mililitros precisos que puta que pariu(!), onde eu iria arranjar de volta, agora que os energéticos estavam chegando? Tentei salvar um pouco, mas devido a possíveis fragmentos minúsculos de vidros que não cansavam de rasgar-me as entranhas, a deusa amazona não me deixou tomar. Detentora da jaqueta nem tão cara assim, julgava exercer certo poder sobre mim. Ela ainda não sabia que estava correta. "Que fase", foi o que consegui proferir. Paguei preço.
         —Ô, qual que é teu nome? Ai, Gui, to muito louca! Que chato que só vai abrir às 11, né? Meeu, tem uma hora ainda pra gente ficar aqui, viajando. Ô amiga, por que ele não fala comigo? Que cara chato, né... Ai, preciso ir ao banheiro. E foi. Parece-me então que a menina não parava de falar, ou pelo menos até que a bixiga falasse mais alto. Subiu em um dos apartamentos da rua, com uma garota que ali morava e foi voltar só mais perto das 11. Nesse meio tempo fiz amizade com o casal. Parece que haviam também se conhecido naquele dia, e coincidência ou não, estávamos na mesma festa, antes. Eu me lembrava de pouca coisa e vou lembrar de ainda menos disso que vai acontecer agora, mas não tem problema. Prazer, prazer. Daora o carro. Legal, legal. Onze horas. Finalmente bateu e eu já estava sem camisa, derretendo. Aquela Afrodite mulata já havia voltado e estava ali, ansiosa. Tentei acalmá-la, aproximei-me e a beijei. Ela beijou de volta; fogos de artifício. Seus olhos que me devoravam, seu toque, sua boca na minha, que loucura. Locura que eu não conhecia o preço a ser pago. (***) Vamos entrar? Mas peraí, como assim tem que pagar? Meu corpo não está preparado para isso! "Ei cara, vi que você tá sem dinheiro, mas eu troco esses energéticos aí pela sua entrada, o que me diz, hein?" E eu lá tive escolha? #Partiu
         Lá dentro era demais. Dois ambientes, algumas antessalas e uma formosa escada de madeira que levava ao deck. O brilho do sol escaldante refletia na água da piscina e abria o sorriso de todos os presentes. A vibe era insana. Andava por aí com a Pocahontas brasileira e consegui, mediante contrato verbal com Cris, um combo para finalmente diluir os energéticos do cara-do-alargador. Paguei preço. Lá pelas tantas decidi que era hora de sentar e dar uma recuperada (leia-se 90 minutos de soneca sem baba no sofá à beira da piscina. Acordei, mas não vi ninguém me olhando. Não parecia que eu havia sido sacaneado e de longe pude avistar my Nigga apontando e rindo pra mim, heh. Já era "tarde" e os amigos da índiazinha de canga preta estavam de saída. "Você vem com a gente?" perguntaram à ela. "Não sei..." eu precisava fazer algo. "Fique! Eu te dou carona pra casa, depois!" ela não precisava saber que eu não estava em condições de dirigir e muito menos ainda que nem de carro eu estava! Heh. Pois que ficamos ainda mais um tempo por lá, até que por volta das 20h, o som parou. Assim como nossas energias. Era hora de voltar pra casa e quelle surprise quando my Nigga se propôs a nos levar para casa (UFA). Éramos 4, então. Dois casais no pugzinho, rumo ao infinito. Mentira, só nos deliveries para o repouso final. Sei que lá pelas tantas, a nega do molejo mole pergunta à loira: "Ai amiga, desculpa, mas como que é teu nome, mesmo?", "Priscila, muito prazer!". A hora era agora. Nem titubeei e já lancei: "Priscila, agora seria de bom tom que você perguntasse à jovem dama, qual o seu nome". Vitória! Óbvio que ela percebeu meu vacilo na hora, mas foi gentil o suficiente pra tomar tudo como uma grande brincadeira. À porta de sua casa, mais beijos e a troca de números que possibilitaria todo um novo mundo de experiências e romances... #xonei <3 o:p="">

Cara Desatenção

Existe o meu aparelho celular; eu ganhei ele de uma pessoa muito especial e notei que suas películas de proteção (frontal e traseira) estavam já pra ser substituídas. As bordas já estavam descolando e nas suas extensões era possível ver muitos arranhões e sujeira. A parte de trás foi a primeira a ser removida, e com pretensão de comprar uma nova já na sequência, nem me poupei de esforços e a arranquei num puxão só. E foi quando eu percebi que havia, em seu canto superior esquerdo uma rachadura em forma de raio com 5 linhas iniciais que se dividiam em várias outras percorrendo uma polegada daquele canto todo e duas linhas maiores que chegavam até a outra extremidade do celular, quase atingindo sua ponta de baixo.

O quê foi que eu fiz, meu Deus? Havia arrancado o escudo que restava da proteção posterior do meu aparelho. Pior! não havia nem notado que ele estava quebrado antes, por dentro! Em toda a minha prepotência, alegava zelar e amar o aparelho como a ti mesmo, pois afinal de contas, era um pedaço de ti, que passavas para mim! E eis que de repente não consigo nem colocar a película novamente, numa tentativa frustrada de mascarar o erro, mascarar o problema. Há quanto tempo será que aquele machucado residia por ali? Por quê ignorei a queda que causou tal ferimento na hora? Por quê tratei com tanto descaso o seu amor por mim? Sou culpado de toda a minha tormenta, meu castigo só pode ser o de ter de conviver comigo mesmo. Tendo a ciência de que tudo é culpa minha. De que não cuidei do que deveria, de que não há conserto para as feridas no coração. Onde estava focada a minha atenção nos últimos tempos e qual foi a máscara que tampava todas essas rachaduras? Estava cego. Inseguro? Cansado. Deixei você escapar das minhas mãos e não consegui segurá-la. Se espatifou com tudo no chão duro. Terá ficado muito tempo no relento, sentindo frio, se molhando com a chuva, sendo chutado pelos outros? Te abandonei. Eu sou um monstro. Em tudo que te prometi, falhei. Só ficaram as memórias de um amor que se acabou. "Nos meus olhos lágrimas / por amar alguém / que esteve ao meu lado e se foi".

Não é isso, Oliver. Eu sinto falta de algumas coisas, mas quando penso em outras, eu desanimo. Você me transformou em um coração de pedra. Nunca mais amarei alguém. Não consigo liberar meu coração. E nem querer mais algo com alguém. É isso o que acontece. Foi isso o que você fez comigo.


Ah, pra quê viver, então? Ela não se importa mais comigo - qual a razão de viver, então? Sem minha princesa, eu poderia muito bem acabar com tudo. Será a vida é uma prisão em que a única chave é a morte? 

Mas eu...

Senti...

Voltemos?

Uma nova postagem. Porque estou com vontade, acho. Faz tempo que não escrevo e meio que muitas coisas já aconteceram nesse ínterim. Não que eu já saiba de antemão sobre o que escrever, mas faz parte. Às vezes a inspiração só vem quando sentamos na cadeira, pegarmos o lápis na mão e começamos a escrever! Esse Zafón é um mito, mesmo! Preciso ler esse livro novamente; O Jogo do Anjo. É um livro muito bacana e de leitura fácil principalmente para quem se arrisca a escrever. Eu o li há alguns anos, instigado por uma vendedora das livrarias Curitiba. Peguei a versão pocket por motivos óbvios e mal podia esperar para terminar a leitura o mais breve possível, tornando a poder visitá-la em seu ambiente de trabalho. 
Enfim, até onde me lembro o livro conta a história de um cara durante uns 40 anos de vida do sujeito, quite impressive! E eis que ele escreve. E sofre como um escritor assim como eu! Tem seus amores, seus trabalhos, seus problemas, devaneios e desesperos. Tudo muito bacana! Lembro de ter me identificado muito em alguns momentos, a leitura me contagiou tanto que em seis dias eu já estava lá na livraria novamente, para contar a jovem o quanto eu tinha gostado do livro (e dela também). Nada interessante resultou disso. (...) Mas hoje, comprei mais dois livros d'O cara! Comecemos por "A Sombra do Vento".

É Tempo

Certas coisas nunca mudam. Sinto como se tivesse acabado de largar a caneta em 2012, quando escrevi pela última vez. Mas desde quando isso é uma ccoisa boa? É preciso tempo, é preciso encarar a realidade. Escrever não era uma fuga do mundo real? Será que os meus terapeutas vão gostar de saber que eu voltei? Talvez de nada tenha adiantado, mas não! Não quero acreditar nisso! Porque não pode acabar! Simplesmente não pode. Temos tantas coisas pendentes, tantas promessas... Tempo ao tempo. "O tempo trará a saudade",  "O tempo tudo cura"... o que ele faz é deixar cicatrizes pelo corpo, no coração... o tempo faz esquecer, mas eu não quero esquecer! Desse sentimento eu não quero me separar, essa paixão não quero perder... É tão bom... Será tempo?

seu, pra sempre

Faz cinco dias que eu pedi para que parasse. Que parassem as dores, as expectativas que vinham sempre frustradas. Terei sido egoísta demais, talvez? Você sempre dizia que eu te apoiava em tudo o que fazias; que era perfeito pra ti. E eu achei que fosse.
Eu sou apaixonado por você! Nunca deixei de ser. Te admirei desde sempre, pelo talento, pelo desejo tão simples e  significativo; "quero ser a melhor".  Pelo modo como se comportava, sempre tão séria e compromissada com o trabalho, ao mesmo tempo em que, junto de outros parceiros, se mostrava brincalhona e divertida!
Quando essa admiração virou paixão, não havia mais o que fazer. Eu estava totalmente embriagado de amor... Seu beijo era tão doce! Do tipo que faz qualquer um esquecer amores passados. É verdade que demorei para me assentar... tratava-se de uma mudança de vida, construir uma relação e transformar dois em um. minha nossa, o que foi que eu fiz?
Falhei diversas vezes... não fui verdadeiro, omiti coisas, te coloquei em segundo plano, quando você deveria estar até mesmo na minha frente. Eu te amo, pombas! Tudo por conta do esquecimento, do descompromisso, da minha cabeça idiota... Eu sou muito burro! E aí você foi embora. E eu prometi ir atrás de você, mas não fui. E aí você foi embora e eu não fui atrás de você. Mas que droga! Por quê é que eu não fui atrás de você? Eu não te amo? Estou com medo de me jogar? Mas você também teve medo, estou certo disso. E você encarou! Com a cara e a coragem... E eu não fui... sou um covarde... mereço sofrer, por tudo o que te fiz passar... por não estar junto de você, agora... I'm sorry.
Faz cinco dias que eu pedi para que parasse; o meu sofrimento, a minha angústia perante sua ausência e indiferença. Sou inseguro, percebe-se. Preciso de atenção, preciso saber que você está lá.. Terei esquecido sua posição? Uma garota cheia de potencial, com uma carga imensa nas costas, com olhares de soberba e inveja ao redor. Sentindo a pressão e acreditando que você TEM que vencer... é difícil pensar o contrário. Sei como é não querer desapontar ninguém. Sei como é difícil chegar ao topo e mais ainda manter-se nele. Fui egoísta em querer atenção? Ou será que eu queria atenção demais? É provável... Mas que loucura eu fiz. Abdicar do teu amor, mesmo que ínfimo (aparentemente), para me encontrar no vazio. Para chorar no dia, para chorar de noite, soluçar em todos os lugares e ter que me esconder no banheiro. Por que é que eu me torturo tanto? Eu não aguentava mais, no entanto. Eu quero morar contigo, quero casar contigo. Seria tão melhor... diferentemente bom e melhor. É muito egoísmo meu? Você cresceu tanto.. mudou tanto... Está tão adulta, tão... fascinante! Sabe o que quer. E se sabe o que quer, certamente deve saber o que NÃO quer. Talvez você esteja melhor sem mim (18/05)?
O que foi que eu senti? Senti o que eu previa; ao invés de esperar por uma resposta, por uma resposta que eu sabia que não viria. Mas isso é melhor? Apenas me dá o direito de não ficar bravo com a demora. Coisa que eu já não tinha antes, mas que o fazia, assim mesmo. Como eu sou tolo... Muita coisa precisa ser revista. Meu conceito deturpado do que é xxx de verdade. Sobre comprometimento e futuro. Bom, eu agora me comprometi a me tornar um homem decente e justo. (...)
Tenho honra ainda? Maldito orgulho... eu preciso me concentrar muito. Não esquecer o que eu quero. Te fazer feliz, e se possível, se você também quiser, ser feliz com você.
Maldita insegurança. Tenho medo de que você desista de mim (como eu acabei de fazer? Af, Oliver, seu idiota), de passar o tempo necessário e você se apaixonar por outro, de descobrir que não sou o cara certo pra você. Se bem que... se isso for verdade, não há o que eu possa fazer. PELO MENOS A LIBERDADE eu devia lhe dar... en realité, não é questão de te dar, desculpe-me. Eu NÃO posso lhe tirá-la. E eu tenho que aceitar isso. Mesmo que sua decisão, posteriormente, não me inclua no seu futuro. Você já fez tanto por mim... droga! Porque não pude apoiá-la nesse momento também? Grrr! Como sou idiota! E agora já está decidido; pensas um dia voltar, mas agora não dá. Desculpa. Preciso parar de choramingar. Preciso tratar disso como (...) Ser adulto. Maduro. Aceitar o que o destino me guardar. Me desculpa por tudo.. pelo desabafo, pelas tristezas, pelo desespero, pelas lágrimas... sinto muito...
 

por você, mil vezes

Retrato

E aí estou eu conversando com sua foto... Aquela mesmo que você nem ao menos conhece. Não sabe que fora batida e muito menos que fiz dela um quadro. Quanta doçura! A fotografia se esforça em representar-te em toda a sua beleza, realça alguns traços com a ajuda da luz do sol, mas só. Falta muita coisa. Eu não me importo, pois ela me responde, e basta. Um olhar sereno e confortante que me deixa dormir, faz acreditar que amanhã será melhor. Óbvio que ela mente pra mim, mas eu não me importo, porque isso reflete no amanhã, outro dia. E o que me preocupa é o agora! E agora eu converso contigo. Mas você não me responde. Como poderia? Você é apenas uma imagem estática emoldurada. Um objeto inanimado cuja função é animar! Será que basta? O que foi que eu fiz...

O Retorno do Poeta

A poesia nasce quando o homem morre. Quando a dor nasce e o sofrimento precalesce. Escrever é libertador, espreme o câncer para fora e permite renascer. Por alguns momentos, pelo menos...
Às vezes, com apenas algumas linhas, meu coração se aquieta. Senta e relaxa. Repara em outras coisas, busca preocupações monetárias, de logística... Assuntos pendentes em outras áreas onde não seja o principal atuante. O corpo humano é tão grande... HÁ de existir mais o que fazer, mais pelo quê chorar...

Prum Cara Esperto até que eu sou Bastante Burro

Oi. Tudo bom por aí? Desculpa aparecer assim do nada, principalmente depois de tanto tempo. Muito tempo até mesmo depois das suas ignoradas que foram bem diretas e compreendidas. Mas algo que já tardou em ser dito finalmente pôde ser libertado - deixo claro aqui que tal enclausuramento deve-se apenas à mim, em tormentosa tolice e orgulho. Foi o maravilhoso ócio que me fez tomar essa decisão e nem um pouco me arrependo. No entanto, meus motivos podem parecer-lhe, à primeira vista, demasiado egoístas. Espero verdadeiramente que você encontre em minhas palavras algum conforto, ou então, que cesse algum possível rancor longínquo existente. Inclusive deixo aberto espaço para uma réplica, caso considere oportuno ou necessário. Mas não mais nos prolonguemos, eis o aqui o que quero lhe dizer: aliás, por favor, leve em consideração que o que escrevi abaixo parte de um pressuposto conferível de que eu me sinto mal pelo desfecho de nossa história. Acabou como nenhum de nós gostaria - suponho - e não posso culpar ninguém que não seja o próprio que lhe escreve. Certo, é um pedido de desculpas...

Desculpe-me por ter incitado tantas coisas, sentimentos, ações por deveras perigosas sem um alicerce confiável. Instigava você a pular de um penhasco sem ter minhas pernas livres para voar contigo. Tanta volúpia e desejos ardentes entrelaçados em um carisma secreto, pois proibido.

Saudades não tenho, pois o passado aos mortos pertence. Vivenciamos o que foi possível pelo tempo que nos foi dado. Ainda assim sinto que lhe devo. Pelo tempo talvez roubado, pelas ações talvez inóspitas, pelos sentimentos não permitidos. Não se deve mexer com o coração de uma donzela, que eu, tola e ingenuamente pensei poder tornar meu, com o passar dos dias. Afobado do jeito que sou, nem mesmo os grilhões permiti livrar-me. Eu sou um monstro. E por isso lamentei. Lamentei até o momento em que consegui finalmente escrever-lhe. E é pelo peso tirado dos ombros que julgo-me egoísta. Quiçá estarei remoendo sentimentos que deveriam permanecer adormecidos para você(?) Espero que não. Espero apenas que possa me perdoar de maneira franca, caso viável e/ou prescindível, e que com isso, fechemos em definitivo (incluindo a possível réplica) um capítulo em nossas vidas. Adeus.


Grato pela leitura,


fout la merde

Puxa vida, que decepção. Tantas pessoas com potenciais diferenciados, com vontades, desejos... conhecimento a ser compartilhado... E no entanto, que falha homérica ao deixarem algo básico como o inglês para mais tarde, desperdiçando o precioso tempo; tão estimado nos dias de hoje... Vêem-se desesperados aos vinte, trinta, quarenta anos! Loucos com uma vontade imensurável e ao mesmo tempo às vezes tão frágil de aprender inglês! E eu, já me sentindo mal por postergar durante alguns anos o amor pela diplomacia e línguas, quão feliz fiquei ao saber que poderia finalmente começar meus estudos na língua Francesa! Tão querida desde Daft Punk, Le Tour de France... E que tristeza me acolheu então, ao tomar conhecimento de que mesmo no último dia viável para matrícula, nem UM humanozinho, academico ou não, havia se matriculado para o Franc~es, assim como também para o Italiano. Onde estarão os cultos, curiosos, amantes da cultura francesa... Onde estarão?

Eu mesmo

Hoje eu não tomei banho. Percebi que perdera o tesão pela vida. Perdera também a fé nas pessoas. Cercado pelo egoísmo destas e enforcado por minha própria hipocrisia, não encontro mais esperança. Mesmo com saúde, minhas lesões me impedem de usufruir "corretamente" das minhas habilidades para ir bem no trabalho. Não vejo mais evolução.
Estou apenas... vivendo. Tentando consertar todos os meus erros reversíveis, buscando, sem prazer ou lazer algum, sair do negativo. Não preciso ficar acima da linha, me contento com o zero. Mas eu tenho que sair do negativo. Antes que seja tarde demais...
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